73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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Metade da população brasileira considera a vida sexual insatisfatória


As queixas dos brasileiros, entre eles homens e mulheres, são velhas conhecidas e vão desde preliminares fracas a relações rápidas demais. Tudo isso contribui para que a vida sexual a dois seja considerada insatisfatória para 49% dos brasileiros, conforme os resultados divulgados pela Durex Global Sex Survey, pesquisa global que analisou o comportamento sexual em vários países, divulgada nessa terça-feira, 21.

No Brasil, foram entrevistados 1.004 homens e mulheres, entre 18 e 65 anos, sobre diversos pontos relevantes à sexualidade. Os dados, contextualizados pela psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas Carmita Abdo, abordam questões como frequência e duração das relações, preliminares, orgasmo e bem-estar na relação.

“Homens e mulheres sofrem com problemas sexuais, mas se recusam a discuti-los entre si, como um casal, ou com a ajuda de profissionais especializados”, explicou Carmita Abdo. Segundo ela, o fato de a sexualidade ainda ser considerada um tabu por boa parte dos brasileiros é o principal obstáculo para superar queixas recorrentes e prevenir problemas simples, como preliminares sem entusiasmo ou dificuldade de atingir o orgasmo.

Timidez, receio e preguiça
Entre as mulheres, ainda existe o medo em revelar ao parceiro as preferências de carícias e demais atividades sexuais, por isso a dificuldade de atingir o orgasmo feminino durante a relação continua muito comum. Os números provam: 28% das mulheres sentem mais facilidade em atingir o orgasmo por meio da masturbação, sem a ajuda do parceiro.

Do lado deles, a situação insatisfatória não é tão diferente, já que 38% dos homens confessaram que já tiveram problemas de ereção e 16% já sofreram com a perda de libido durante a relação.

Outro ponto importante para a queixa dos brasileiros é sobre as preliminares, fundamentais para que o casal tenha uma relação com mais qualidade e prazer. De acordo com o estudo, 40% dos entrevistados afirmaram ter em média de 6 a 15 minutos de preliminares, enquanto 15% não chegam a fazer as carícias que precedem o sexo – ou as fazem por apenas 5 minutos.

Embora as reclamações já sejam conhecidas pelos especialistas, a pesquisa indicou um fenômeno novo em relação à vontade realizar sexualmente o parceiro. “Dentre os entrevistados, observamos que 7 em cada 10 homens têm na relação sexual o objetivo de satisfazer plenamente a parceira. Isso é uma quebra de paradigma, porque agora o prazer da mulher realmente é realmente importante para os homens”, afirma Carmita Abdo. Para as mulheres, vale a mesma regra: 58% delas acreditam que são responsáveis pela satisfação dos parceiros.

Uma vez que já existe a predisposição em querer satisfazer o outro, falta superar o receio em compartilhar os desejos sexuais, com cumplicidade e empenho. Sexo é uma via de mão dupla e cabe ao casal trabalhar em conjunto para o prazer mútuo.

Certo ou errado, transar faz bem à saúde
Outro dado que reforça o caráter de tabu que é atribuído ao sexo pela sociedade diz respeito à opinião dos brasileiros sobre como termina a primeira noite de encontro. Para 39% das mulheres, ainda é errado transar na primeira noite, enquanto 58% dos homens concordam com esse desfecho. “Embora eles concordem, ainda existe a ideia de que o sexo no primeiro encontro acontece com mulheres com quem não se planeja um relacionamento a longo prazo, ou seja, como algo de uma noite só”, pondera Carmita Abdo.

Certo ou errado, no primeiro ou décimo encontro, não importa: sexo está ligado a uma melhor qualidade de vida e a maioria dos entrevistados não duvida disso. Segundo as respostas, 63% dos homens e 72% das mulheres acreditam que a relação melhora o humor e mantém o casal mais conectado e feliz.

Fonte: IG

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73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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