Conto Erótico – Ménage à Trois

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Essa imagem foi retirada da internet e não é de autoria própria da Darme Sex Shop

 

Eu fiz faculdade de jornalismo, mas, por amor à língua portuguesa e devido à necessidade de conseguir dinheiro para sustentar o assustador custo de vida da megalópole, tornei-me revisora. Isso mesmo que você leu! Passo, em média, dez horas diárias revisando slogans e peças publicitárias feitas com o intuito de criar desejos de consumo em algum público-alvo. Não é o trabalho mais emocionante do mundo, porém, para alguém como eu – que nunca se cansa de ler – é algo bem fácil e até que rentável.

Já corrigi anúncios da Nike, outdoors da Rede Globo e todo tipo de folheto imobiliário que existe por aí. É simples: eu acho o erro, aponto-o e sugiro uma forma para torná-lo correto. E, vinte dias depois, o dinheiro está na minha conta. Sou uma mulher feliz. Não tanto quanto eu seria se o Cauã Raymond resolvesse tirar a minha calcinha. Mas sou feliz. Aliás, depois do que aconteceu comigo na semana passada, não tenho motivos para reclamar do curso que a minha existência tomou. Vou maravilhosamente bem, obrigada.

Tudo começou no mês passado, quando recebi a ligação de um antigo amigo meu. Ele disse que um grande camarada dele havia escrito um livro de contos eróticos e perguntou, na lata, se eu toparia revisar o impresso. O autor, por ser iniciante, obviamente não tinha muita grana para pagar pelo serviço e eu, por considerar a literatura erótica um gênero menor, a princípio, pensei em dizer “não”. Mas o cara que me ligou para pedir o favor é barbudo, magrelo e deliciosamente tatuado, ou seja, acabei – em nome do tesão que sempre senti por ele – aceitando. Você me entende, né? E, por R$ 500,00, topei revisar aquele monte de putaria e palavras com o mágico poder de aflorar demônios que desconhecia em mim.

“Caninos” é o nome do livro que recebi por e-mail. E, quanto vi, estava desmarcando o “japa” que havia combinado com as minhas amigas, só para não parar de ler aquelas páginas que exalavam o inconfundível odor que só o sexo tem. Aqueles contos eróticos eram bem diferentes de todos os outros que eu já havia lido. Eles tinham o estranho poder de me envolver e de arrastar para dentro daquelas situações capazes de enlouquecer até mesmo a mais pudica das fêmeas. “O cara que escreveu isso realmente sabe como deixar uma mulher louca!”, pensava alto, enquanto me imaginava na pele das damas que eram fodidas – bem fodidas – entre letras maiúsculas e pontos finais. E, a vocês, confesso que apenas pensar não bastou para acalmar as sensações que brotaram em mim. Depois do banho, hidratei, bem devagar, cada quadra do meu corpo e, enquanto um jazz qualquer zanzava por todo o meu apartamento, deixei o vibrador acariciar, sem pressa, a pele macia e bem lisinha da minha boceta. Enquanto o vibrador roçava em meu corpo, eu tentava, sem sucesso, decidir qual daquelas personagens eu gostaria de ser. Gozei antes de descobrir. Eu queria ser todas. E queria ser fodida como elas foram, naquelas páginas. Eu queria ser chupada pelas mesmas bocas ansiosas que as sugaram, sem dó, mesmo depois que elas gozaram e sentiram-se completamente sensíveis ao mais singelo toque.

Revisei o livro em cinco dias. Deixei todos os outros Jobs para depois. O que queria que eu fizesse? Eu não conseguia parar de ler aquela porra. Eu não conseguia parar de me tocar. Ai, sinto um puta tesão só de lembrar!

– Acabei de corrigir – disse ao tatuado, por telefone.

– Já?

– Sim, eu estou cheia de coisas para fazer e resolvi me livrar disso primeiro – menti.

– Acho que precisamos comemorar, que tal?

– Claro! Um chope? Ou dois? Ou três? – brinquei.

– Perfeito. O Rodrigo, autor do livro, gostaria de conhecer você. Posso chama-lo também?

– Pode sim. Prometo que vou me comportar! – disse, impulsivamente, sem saber de onde vinha aquela malícia. Aliás, eu sabia.

– 20h00, no Bar Opção, o chope é por minha conta. Fechado? – perguntou Paulo.

– Encontro vocês lá – disse e corri para o chuveiro. Afinal, alguma coisa me dizia que aquela seria uma noite especial.

Tomei um banho longo. Lavei meu cabelo (duas vezes). Usei o chuveirinho da melhor forma possível. Gozei. E o fogo, ao contrário do que eu queria, só aumentou. Os braços tatuados, misturados aos tantos paus que eu havia conhecido naqueles contos, fizeram-me continuar em chamas – mesmo após uma gozada que enfraqueceu as minhas pernas.

Coloquei um vestido bem soltinho, sequei o cabelo enquanto encarava meu reflexo no espelho e, suavemente, fiz com que meus lábios ganhassem cor de sangue. Nos pés, coloquei um sapato de salto alto. Senti-me poderosa. Olhei-me de lado e admirei o contorno da minha bunda. Espirrei o perfume entre os seios e saí. Ah, esqueci-me de dizer que eu não coloquei calcinha. Sabe como é, né? Não queria marcar o vestido. Ou será que fiz isso pensando em outras coisas? Acho que um pouco dos dois.

Logo que cheguei ao bar, avistei – graças às tattoos – a mesa para a qual eu deveria ir. E fui.

– Prazer, Rodrigo! – disse-me o escritor depravado, antes de me dar um beijo daqueles que realmente encostam, sem miséria, os lábios na bochecha.

Ele tomava uísque sem gelo e, apesar do calor, vestia-se todo de preto. Ou seja: um clichê ambulante. Mas gostei. Não nego. Já o Paulo – o tatuado que me colocou nisso – estava de camiseta branca, calça jeans e um Vans bem surrado no pé. E a barba dele parecia ainda maior. Eu já disse a vocês que adoro barba? Amo barba! Gosto de barba grande mesmo. Não sou como a maioria que prefere a tradicional “barba por fazer”.

Os dois, sem disfarçar, comiam-me com os olhos. A princípio, até senti certa vergonha de ser o centro das atenções. Porém, depois de algumas caipirinhas bem caprichadas, comecei a gostar daquilo. Quem não gosta de ser olhada assim? Confessem! Eu gosto.

– Gostou do livro? – perguntou-me o autor, antes de dar um longo gole e de sorver todo o líquido que havia no copo dele.

– Gostei e gozei! – respondi, em tom de brincadeira. Brincadeira com bem mais do que um fundo de verdade.

A cada copo que tomávamos, mais deixávamos os assuntos caminharem para onde realmente queríamos: para o sexo. Tudo era motivo para acharmos um duplo sentido. E aquilo foi ficando cada vez mais divertido. E eu, obviamente, fui ficando cada vez mais bêbada e desinibida.

– Vamos fechar a cozinha, vocês aceitam mais alguma coisa? – perguntou o nobre garçom.

Pedimos a saideira. A primeira de quatro. De quatro saideiras, não pensem besteira. Ainda!

– Alguém de vocês tem o telefone de um ponto de táxi? – perguntei, fingindo não possuir, no meu celular, um aplicativo para exercer tal função.

– Onde você mora? – perguntou o Rodrigo.

– Alameda Campinas.

– Levamos você para casa. É o mínimo que podemos fazer para lhe agradecer pelos serviços prestados.

– Podemos fazer bem mais! – disse o Paulo, sorrindo para o Rodrigo.

– Eu aceito. Mas, por favor, vá devagar – pedi.

– Sim, pode deixar, iremos devagar com você. – afirmou o Rodrigo.

Assim que chegamos ao carro, propositalmente, ao passar por trás de mim, o Rodrigo roçou em minha bunda. Havia espaço para que aquele atrito não acontecesse. Mas, mais uma vez, confesso que adorei. Ele nem pediu desculpa. Por que ele o faria?

Pediram-me para sentar no banco da frente e eu, sem questionar, obedeci. O Rodrigo era o motorista daquele carro preto, com fortíssimo cheiro de cigarro e lotado de latas de cerveja vazias e nem tão vazias assim. Uma voz completamente rouca e aparentemente alcoolizada saiu das caixas de som trêmulas daquele carro. Se não me engano, era esta música que tocou assim que ele girou a chave: http://www.youtube.com/watch?v=FfXSef8FOAg

Rodrigo, através do espelhinho do carro, iniciou uma troca de olhares com o Paulo. Agiam como crianças que tramavam algo. E realmente tramavam, pois, nem um minuto depois, senti a mão do Paulo pousando em minhas costas e iniciando uma massagem irrecusável.

– Você merece! – eles disseram, em uníssono.

E, antes mesmo que eu pudesse me acostumar com as mãos do Paulo, uma terceira mão pousou sobre a minha coxa esquerda.

– À três é ainda melhor, não acha? – disse o motorista vagaroso e escritor sem pudores.

– Acho.

E as mãos trataram de percorrer o meu corpo que, minuto a minuto, mais descontrolado foi ficando. Tanto que eu nem me atentei ao caminho que o Rodrigo estava fazendo. Quando vi, estávamos entrando em uma garagem que eu desconhecia. E, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, não era mais a mão – e sim a barba – do Paulo que percorria a extensão do meu pescoço. Aquilo arrepiou as minhas coxas que, naquele momento, recebiam uma atenção muito especial do Rodrigo que, além de escritor, demonstrou ser um ótimo motorista. Ele parou em uma vaga minúscula sem tirar a mão de mim. Mão de pele grossa e que, por uma ou duas vezes, já havia sentido a umidade da minha boceta e a ausência proposital da minha calcinha. Tenho certeza que ele gostou.

Não questionei nada. Apenas entrei no elevador. E, assim que a porta fechou, senti a mão do Rodrigo levando a minha mão para o cacete do Paulo que, por sua vez, fez a mesma coisa e levou a minha outra mão para o pau do Rodrigo. Ambos estavam duros e capazes de ocupar as minhas mãos.

– Você gosta de um pau, né? – perguntou o Rodrigo.

– Na minha boca! – respondi, assim que o elevador parou no décimo terceiro andar.

Continuei segurando aqueles paus duros até entrar no apartamento do Rodrigo. Nas paredes, muitos quadros relacionados a cinema. Aquilo aumentou ainda mais o meu tesão. Al Pacino, Sean Penn, Johnny Depp e Marlon Brando, Rodrigo e Paulo, todos aqueles homens, olhavam-me. E dois deles, a não ser que o mundo acabasse sem motivo aparente, estavam prestes a me comer

– Leve ela ao sofá! – Rodrigo pediu ao Paulo, enquanto enchia um copo com uísque e gelo.

E assim Paulo fez. Segurou-me pela cintura e me guiou até o sofá de couro negro.

– Vai, de quatro! – ordenou.

E eu fiquei.

O Paulo parou na minha frente, bem pertinho do meu rosto e abriu a calça. Ele, apesar da magreza, tinha um pau bem grosso. Comecei a chupá-lo e logo senti que meu vestido estava sendo levantado. Minha boceta ficou à mostra. Enquanto eu ocupava a minha boca com o cacete do Paulo, minha boceta era deliciosamente lambida pela língua do Rodrigo.

– Tá gostoso, irmão? – Rodrigo perguntou ao Paulo.

– Muito! Ela chupa bem gostoso – Paulo respondeu.

E, depois de um elogio daqueles, chupei com ainda mais vontade. Passei a pontinha da língua em cada canto daquele pau. Sentia as veias. Sentia a pulsação. Sentia muito tesão. Lambia coordenadamente até que, abruptamente, senti uma pedra de gelo deslizando pelo minha bunda. Não é que o Rodrigo gostava de uísque sem gelo mesmo? Ele começou a deslizar o gelo sobre a minha bunda enquanto fazia a língua entrar em mim. Aquilo me desconcertou. Até que, para gemer melhor, tive que tirar o pau do Paulo da boca. Mas logo voltei a chupá-lo. Sugava o cacete dele e o olhava nos olhos. Ele mordia a boca e me olhava profundamente. Enquanto isso, o gelo deslizava pelo meu cu. Nunca senti algo como aquilo. No começo foi estranho, mas depois eu passei a amar a sensação que uma simples porção de água congelada era capaz de proporcionar.

– Sua vez de chupá-la bem gostoso. Não me decepcione! – Rodrigo falou ao Paulo.

– Com o maior prazer! – ele respondeu, antes de trocar de posição com o Rodrigo.

E eu fiquei ali, imóvel, esperando para conhecer o pau do Rodrigo e para sentir, na bunda, a barba grande do Paulo.

– Abra a minha calça! – mandou Rodrigo.

Obedeci. E, enquanto o zíper descia, senti que Paulo, propositalmente, roçava a barba em mim. “Se apenas com a barba ele consegue me deixar assim, com a língua ele vai me matar!”, pensei. E foi exatamente isso que aconteceu quando senti a primeira lambida. Senti algo que nunca havia sentido antes. Não sei nem como explicar! Só sei que enlouqueci. E que, feito uma esfomeada, comecei a chupar o pau do Rodrigo.

– Paulo, para um pouco! – pedi ofegante, com medo de gozar.

– Parar? – aqui não tem essa. Aguente!

Eu não conseguia nem falar.

– Não vai gozar, hein? Ainda vai ter que nos aguentar fodendo você bem gostoso.

E, logo após dizer isso, Paulo meteu o pau em mim. Como é bom se sentir preenchida.

Sentia as bolas do saco dele batendo em minha bunda. E ouvia as respirações ofegantes dos dois.

– Fode mais! – gritei e coloquei o pau do Rodrigo novamente na boca.

Rodrigo, sem tirar o pau da minha boca, com as mãos fortes, abriu a minha bunda para que o cacete do Paulo entrasse ainda mais fundo em mim.

– Fode ela! – ordenou Rodrigo.

E parece que o Paulo gostou da ideia. Pois ele começou a me comer bem rápido. Sentia o cacete dele entrando e saindo de mim. Penetrava fácil. Eu estava muito molhada.

Então, quando achei que nada mais poderia me deixar com tesão…

– Come o cuzinho dela! – ordenou Rodrigo.

E, poucos segundos depois, bem devagarzinho, eu senti o cacete grosso do Paulo invadindo meu rabo. Ele, com muita calma, bem lentamente, entrou em mim. Entrava um pouco e saía. Depois, entrava mais um pouco e saía um pouco menos. Até que, quando vi, estava com pau todo dentro do cu.

– Pela carinha dela ela está gostando, não acha Paulão? – falou Rodrigo.

Paulo apenas respirou fundo e continuou a socar o pau em mim.

Foi aí que o Rodrigo mostrou extrema agilidade e, quase sem me tirar do lugar, deitou-se sob meu corpo. Não só isso: ele meteu em minha boceta. E, pela primeira vez na vida, senti-me realmente completa. O pau do Paulo dentro do meu cuzinho e o do Rodrigo em minha boceta.

– Gosta disso, sua putinha?

– Prefere no cu ou na boceta? Ou assim, nos dois?

– Quer mais fundo, quer?

– Fode ela, vai!

– Come essa gostosa!

– Enfia tudo, sem dó!

– Vai, come ela!

– Já fizeram isso com você antes?

– Come essa putinha!

– Ela está pedindo mais, come sem dó! Enfia tudo!

– Gosta de dois paus em você?

– Gosta, né?

– Gosta quando enfiam no seu cu?

– Quer mais?

Foram as ultimas frases que ouvi antes de gozar. Frases que, neste momento, já nem sei mais de qual boca saíram. Se é que um dia soube. Só sei que gozei gostoso e que não tive coragem de cobrar nem os R$ 500,00 que havia combinado pela revisão. Acho que nem uma puta cobraria por um dia tão bom quanto aquele.

 

Fonte: Quarto 69 – Escrito por Ricardo Coiro

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