Dicas de higiene íntima feminina

Acho triste quando ouço alguma mulher dizer que desconhece o próprio corpo. Como garantir o prazer e preservar a saúde daquilo que você tem entre as pernas… se você morre de vergonha de se olhar e se tocar? Minha ginecologista adota um método fabuloso durante a consulta para apresentar algumas moças às suas vaginas. Médicos tradicionais pedem que a paciente se deite e apoie as pernas, abertas, sobre aquela geringonça metálica. Há um lençol sobre o corpo, portanto é impossível ter a mesma visão do doutor. Se é que você me entende. Você sente que ele está lá, manuseando a dita cuja, mas não a enxerga em todo o seu esplendor.  A minha querida doutora, especialista em sexologia, faz questão de ajustar uma espécie de “retrovisor” para que a paciente dê um “oooooiiii” a sua deusa interior (piadinha interna para quem leu “50 tons de cinza”) e acompanhe todo o procedimento. Na última visita a ela, eu me peguei tipo flanelinha de carro: “mais para a direita… para cima… aí!”. Em um encontro sobre saúde íntima, promovido pela Johnson & Johnson, a antropóloga Miriam Goldenberg e a sexóloga Carmita Abdo comentaram como a vagina ainda é um mistério para as mulheres. Logo elas, que deveriam saber de cor e salteado seus melhores atalhos… Enfim, quis dividir com vocês algumas informações bem didáticas do livreto que recebi nesse encontro – “Bem-estar íntimo: Um guia para a mulher moderna”. Tomei a liberdade de transcrever algumas perguntas e respostas.

Como saber se a secreção vaginal é normal ou indica algum problema?

A vagina produz secreção natural em pequena quantidade, clara e líquida. É normal e geralmente não indica problema de saúde. Se adquirir odor forte e diferente do usual, coloração amarela ou esverdeada, pode indicar infecção, e a mulher deve procurar o ginecologista.

– Como fazer a higiene íntima fora de casa?
O protetor diário pode ajudar prolongando a sensação de limpeza. Ele absorve a umidade natural, a transpiração e possíveis secreções. Deve ser trocado 3 vezes por dia ou sempre que a mulher sentir necessidade. Outra dica é utilizar lenços umedecidos após ir ao banheiro.

– A depilação contribui de alguma forma para a higiene íntima?
O excesso de pelos provoca o acúmulo de secreções, por isso o recomendado é cortá-los, deixando-os com meio centímetro de comprimento. Para mulheres com peles muito sensíveis não é recomendado retirar totalmente o pelo, porque o atrito direto entre a calcinha e a pele pode provocar irritações.

Ei, leitora, você conhece bem a própria anatomia?

– É recomendável dormir com absorvente interno?
O absorvente interno pode ser usado durante a noite, inclusive para dormir. Só é preciso respeitar o prazo de oito horas, tempo máximo de permanência do produto no corpo. Ele é seguro e não sai do lugar.

– Existe o risco de o absorvente interno desfazer ou se perder no corpo?
O processo de fabricação utiliza tiras de fibras enroladas, prensadas e firmemente interligadas, o que impossibilita que ele se desfaça mesmo quando estiver molhado. Também tem uma cobertura resistente que evita que ele desfie. É impossível que ele se perca pois a abertura do útero, a única possível porta de entrada do OB para o resto do organismo, é muito menor que o absorvente. Além disso, músculos vaginais mantêm o OB no lugar certo.

– O absorvente interno precisa ser trocado cada vez que se vai ao banheiro?
Não. A vagina, a uretra e o reto são órgãos independentes, cada qual com o seu orifício. Portanto, não precisa ser trocado.

– Como fazer a higiene no banho?

Lavar muito a vagina pode descamar a pele, deixá-la vulnerável a doenças, alterar o PH natural. Lembre-se de abrir a vulva e checar o interior dos lábios, onde fica acumulada sujeira. Água basta para limpar, não é preciso usar sabonetes líquidos íntimos.  Dormir sem calcinha também é ótimo para que a genitália respire.

*Fontes:  Carolina Ambrogini, Paulo Cesar Giraldo, Gerson Lopes.

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Menstruação e virgindade – hoje em relação ao século XX


Hoje, menstruamos muito mais que no início do século: menos filhos e maior expectativa de vida

Na geração da minha bisavó, no início do século XX, as mulheres menstruavam de 40 a 80 vezes na vida. Isso porque nem dava tempo: ao longo dos 42 anos que elas costumavam viver, tinham uma média de dez filhos! Hoje em dia, gastamos muuuuuito mais em absorventes. São cerca de 400 a 500 ciclos menstruais, menos de um filho por mulher e expectativa de morrer depois dos 77 anos de idade. Os dados são da sexóloga Carmita Abdo (Prosex/USP), do CENSO e do IBGE.  Eles foram apresentados na semana passada, durante um encontro sobre bem-estar íntimo feminino, promovido pela Johnson & Johnson. Carmita estava presente no bate-papo, ao lado da antropóloga Mirian Goldenberg.

Morri de inveja ao saber que, na época da bisa, a maioria das moças menstruava pela primeira vez aos 17 anos. A inveja parou por aí ao descobrir que elas recorriam a paninhos reutilizáveis “naqueles dias”. Palmas pra quem inventou os absorventes descartáveis, não? Os ecochatos que me perdoem… Atualmente, as meninas têm cerca de 12 anos quando se deparam com o sangue entre as pernas. Eu tinha mais ou menos essa idade quando acordei, assustada, achando que tinha parido um alienígena durante o sono. Fui a terceira garota da sala a ficar “mocinha” e a aparecer andando feito uma pata no colégio porque não tinha experiência com a tal mini-fralda de calcinha.

Outra coisa que me chamou a atenção: segundo Carmita, apenas 10% das mulheres casam virgens. Geralmente, a brasileira inicia a vida sexual aos 15 anos e sobe ao altar aos 28. Em média, são 13 anos de experimentação e troca de parceiros. Mas somente 1/3 pratica a masturbação. A médica coordenou o estudo Mosaico Brasil, em 2008, com mais de 8 mil participantes. Olha só que interessante o resultado à pergunta: com que idade você transou pela primeira vez?

Idade Atual > Quando perdeu a virgindade
18-25 anos > 15,6 anos
26-40 anos > 18,3 anos
41-50 anos > 19,9 anos
51-60 anos > 21 anos
61-70 anos > 22,2 anos

No encontro, as duas convidadas comentaram sobre a relação das mulheres com suas vaginas. E concordaram que elas têm pouca intimidade com a própria genitália, o que atrapalha a higiene pessoal e a sexualidade. “É diferente do homem, que desde pequeno aprende a pegar no pênis para aprender a fazer xixi e mirar o jato de urina”, disse a sexóloga Carmita Abdo. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, a maior crise é que a mulher tem dificuldade de aceitar o seu corpo. “Elas acham a vagina feia e querem disfarçar seu odor natural.”

No próximo post, dicas para a higiene íntima feminina.

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Testosterona nelas: gel promete recuperar a libido feminina

Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Leia também:

Fogo precisa de ar – ou por que vocês não transam mais

• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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Dicas de higiene íntima feminina

Acho triste quando ouço alguma mulher dizer que desconhece o próprio corpo. Como garantir o prazer e preservar a saúde daquilo que você tem entre as pernas… se você morre de vergonha de se olhar e se tocar? Minha ginecologista adota um método fabuloso durante a consulta para apresentar algumas moças às suas vaginas. Médicos tradicionais pedem que a paciente se deite e apoie as pernas, abertas, sobre aquela geringonça metálica. Há um lençol sobre o corpo, portanto é impossível ter a mesma visão do doutor. Se é que você me entende. Você sente que ele está lá, manuseando a dita cuja, mas não a enxerga em todo o seu esplendor.  A minha querida doutora, especialista em sexologia, faz questão de ajustar uma espécie de “retrovisor” para que a paciente dê um “oooooiiii” a sua deusa interior (piadinha interna para quem leu “50 tons de cinza”) e acompanhe todo o procedimento. Na última visita a ela, eu me peguei tipo flanelinha de carro: “mais para a direita… para cima… aí!”. Em um encontro sobre saúde íntima, promovido pela Johnson & Johnson, a antropóloga Miriam Goldenberg e a sexóloga Carmita Abdo comentaram como a vagina ainda é um mistério para as mulheres. Logo elas, que deveriam saber de cor e salteado seus melhores atalhos… Enfim, quis dividir com vocês algumas informações bem didáticas do livreto que recebi nesse encontro – “Bem-estar íntimo: Um guia para a mulher moderna”. Tomei a liberdade de transcrever algumas perguntas e respostas.

Como saber se a secreção vaginal é normal ou indica algum problema?

A vagina produz secreção natural em pequena quantidade, clara e líquida. É normal e geralmente não indica problema de saúde. Se adquirir odor forte e diferente do usual, coloração amarela ou esverdeada, pode indicar infecção, e a mulher deve procurar o ginecologista.

– Como fazer a higiene íntima fora de casa?
O protetor diário pode ajudar prolongando a sensação de limpeza. Ele absorve a umidade natural, a transpiração e possíveis secreções. Deve ser trocado 3 vezes por dia ou sempre que a mulher sentir necessidade. Outra dica é utilizar lenços umedecidos após ir ao banheiro.

– A depilação contribui de alguma forma para a higiene íntima?
O excesso de pelos provoca o acúmulo de secreções, por isso o recomendado é cortá-los, deixando-os com meio centímetro de comprimento. Para mulheres com peles muito sensíveis não é recomendado retirar totalmente o pelo, porque o atrito direto entre a calcinha e a pele pode provocar irritações.

Ei, leitora, você conhece bem a própria anatomia?

– É recomendável dormir com absorvente interno?
O absorvente interno pode ser usado durante a noite, inclusive para dormir. Só é preciso respeitar o prazo de oito horas, tempo máximo de permanência do produto no corpo. Ele é seguro e não sai do lugar.

– Existe o risco de o absorvente interno desfazer ou se perder no corpo?
O processo de fabricação utiliza tiras de fibras enroladas, prensadas e firmemente interligadas, o que impossibilita que ele se desfaça mesmo quando estiver molhado. Também tem uma cobertura resistente que evita que ele desfie. É impossível que ele se perca pois a abertura do útero, a única possível porta de entrada do OB para o resto do organismo, é muito menor que o absorvente. Além disso, músculos vaginais mantêm o OB no lugar certo.

– O absorvente interno precisa ser trocado cada vez que se vai ao banheiro?
Não. A vagina, a uretra e o reto são órgãos independentes, cada qual com o seu orifício. Portanto, não precisa ser trocado.

– Como fazer a higiene no banho?

Lavar muito a vagina pode descamar a pele, deixá-la vulnerável a doenças, alterar o PH natural. Lembre-se de abrir a vulva e checar o interior dos lábios, onde fica acumulada sujeira. Água basta para limpar, não é preciso usar sabonetes líquidos íntimos.  Dormir sem calcinha também é ótimo para que a genitália respire.

*Fontes:  Carolina Ambrogini, Paulo Cesar Giraldo, Gerson Lopes.

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Menstruação e virgindade – hoje em relação ao século XX


Hoje, menstruamos muito mais que no início do século: menos filhos e maior expectativa de vida

Na geração da minha bisavó, no início do século XX, as mulheres menstruavam de 40 a 80 vezes na vida. Isso porque nem dava tempo: ao longo dos 42 anos que elas costumavam viver, tinham uma média de dez filhos! Hoje em dia, gastamos muuuuuito mais em absorventes. São cerca de 400 a 500 ciclos menstruais, menos de um filho por mulher e expectativa de morrer depois dos 77 anos de idade. Os dados são da sexóloga Carmita Abdo (Prosex/USP), do CENSO e do IBGE.  Eles foram apresentados na semana passada, durante um encontro sobre bem-estar íntimo feminino, promovido pela Johnson & Johnson. Carmita estava presente no bate-papo, ao lado da antropóloga Mirian Goldenberg.

Morri de inveja ao saber que, na época da bisa, a maioria das moças menstruava pela primeira vez aos 17 anos. A inveja parou por aí ao descobrir que elas recorriam a paninhos reutilizáveis “naqueles dias”. Palmas pra quem inventou os absorventes descartáveis, não? Os ecochatos que me perdoem… Atualmente, as meninas têm cerca de 12 anos quando se deparam com o sangue entre as pernas. Eu tinha mais ou menos essa idade quando acordei, assustada, achando que tinha parido um alienígena durante o sono. Fui a terceira garota da sala a ficar “mocinha” e a aparecer andando feito uma pata no colégio porque não tinha experiência com a tal mini-fralda de calcinha.

Outra coisa que me chamou a atenção: segundo Carmita, apenas 10% das mulheres casam virgens. Geralmente, a brasileira inicia a vida sexual aos 15 anos e sobe ao altar aos 28. Em média, são 13 anos de experimentação e troca de parceiros. Mas somente 1/3 pratica a masturbação. A médica coordenou o estudo Mosaico Brasil, em 2008, com mais de 8 mil participantes. Olha só que interessante o resultado à pergunta: com que idade você transou pela primeira vez?

Idade Atual > Quando perdeu a virgindade
18-25 anos > 15,6 anos
26-40 anos > 18,3 anos
41-50 anos > 19,9 anos
51-60 anos > 21 anos
61-70 anos > 22,2 anos

No encontro, as duas convidadas comentaram sobre a relação das mulheres com suas vaginas. E concordaram que elas têm pouca intimidade com a própria genitália, o que atrapalha a higiene pessoal e a sexualidade. “É diferente do homem, que desde pequeno aprende a pegar no pênis para aprender a fazer xixi e mirar o jato de urina”, disse a sexóloga Carmita Abdo. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, a maior crise é que a mulher tem dificuldade de aceitar o seu corpo. “Elas acham a vagina feia e querem disfarçar seu odor natural.”

No próximo post, dicas para a higiene íntima feminina.

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Testosterona nelas: gel promete recuperar a libido feminina

Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Leia também:

Fogo precisa de ar – ou por que vocês não transam mais

• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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