SexSquare: dê um check-in nela(e) e conte como foi

No aplicativo para celular, você pode marcar em que local foi o sexo – e ainda dar detalhes íntimos e divertidos

Houve um tempo em que as pessoas transavam escondido, em lugares proibidos, e mantinham a discrição. No máximo, confessavam aos melhores amigos que tinham aprontado horrores numa tal escadaria do prédio ou naquele banheiro da balada. Agora, caro leitor, o povo compartilha essas informações numa rede social chamada SexSquare.

Lançado há duas semanas, o aplicativo é um geolocalizador focado no comportamento sexual dos usuários. A novidade foi inspirada no FourSquare, responsável por aqueles posts do seus amigos no Facebook… Sabe quando Fulano avisa que está no bar X e que a caipirinha de lá é maravilhosa? Ou quando Beltrano conta que fez uma corrida matinal e marca o Parque do Ibirapuera? Então, no SexSquare você pode dar check-in na(o) gata(o), depois contar sobre o rala-e-rola.

Existem ícones para dizer se foi na água, no carro, no trabalho… “com amor” ou uma “rapidinha”. Outros para especificar detalhes como os brinquedos eróticos usados (vibrador, plug anal, estimulador de próstata etc) e as posições sexuais praticadas (“vaqueira asiática”, “canguru perneta”, entre outros). O app também pede para classificar a transa, numa escala que varia de péssimo a épico. É um arraso para gente com fetiche exibicionista.

Quanto mais check-ins o usuário fizer, mais medalhas ganha. Se a frequência for admirável, ele leva o título de “Sex Machine” (ou “máquina de sexo”). Você não precisa se identificar para brincar com o aplicativo. É possível fazer um cadastro simples aqui – apenas com apelido, gênero, idade, orientação sexual. Depois, basta escolher entre 18 avatares disponíveis. O SexSquare, iniciativa da Finger Tips e da Loja do Prazer, funciona só em celulares com sistema Android e pode ser baixado gratuitamente.

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Testosterona nelas: gel promete recuperar a libido feminina

Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Leia também:

Fogo precisa de ar – ou por que vocês não transam mais

• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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SexSquare: dê um check-in nela(e) e conte como foi

No aplicativo para celular, você pode marcar em que local foi o sexo – e ainda dar detalhes íntimos e divertidos

Houve um tempo em que as pessoas transavam escondido, em lugares proibidos, e mantinham a discrição. No máximo, confessavam aos melhores amigos que tinham aprontado horrores numa tal escadaria do prédio ou naquele banheiro da balada. Agora, caro leitor, o povo compartilha essas informações numa rede social chamada SexSquare.

Lançado há duas semanas, o aplicativo é um geolocalizador focado no comportamento sexual dos usuários. A novidade foi inspirada no FourSquare, responsável por aqueles posts do seus amigos no Facebook… Sabe quando Fulano avisa que está no bar X e que a caipirinha de lá é maravilhosa? Ou quando Beltrano conta que fez uma corrida matinal e marca o Parque do Ibirapuera? Então, no SexSquare você pode dar check-in na(o) gata(o), depois contar sobre o rala-e-rola.

Existem ícones para dizer se foi na água, no carro, no trabalho… “com amor” ou uma “rapidinha”. Outros para especificar detalhes como os brinquedos eróticos usados (vibrador, plug anal, estimulador de próstata etc) e as posições sexuais praticadas (“vaqueira asiática”, “canguru perneta”, entre outros). O app também pede para classificar a transa, numa escala que varia de péssimo a épico. É um arraso para gente com fetiche exibicionista.

Quanto mais check-ins o usuário fizer, mais medalhas ganha. Se a frequência for admirável, ele leva o título de “Sex Machine” (ou “máquina de sexo”). Você não precisa se identificar para brincar com o aplicativo. É possível fazer um cadastro simples aqui – apenas com apelido, gênero, idade, orientação sexual. Depois, basta escolher entre 18 avatares disponíveis. O SexSquare, iniciativa da Finger Tips e da Loja do Prazer, funciona só em celulares com sistema Android e pode ser baixado gratuitamente.

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Testosterona nelas: gel promete recuperar a libido feminina

Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Leia também:

Fogo precisa de ar – ou por que vocês não transam mais

• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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73% dos adolescentes perdeu virgindade sem proteção

Bota camisinha pra evitar “mimimi”

Uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas acima de 16 anos revelou que 73% não usaram métodos contraceptivos na primeira relação sexual e 82% iniciaram a vida sexual até os 17 anos. As entrevistas foram aplicadas em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte) pelo Departamento de Ginecologia da Unifesp, em parceria com a Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

“Engravidei, mas continuo virgem.” Eu tinha 15 anos quando a menina da sala ao lado, aluna do mesmo colégio classe média que eu, apareceu barriguda e escandalizou a turma inteira. Ela era miúda, discreta, patricinha, filha de pais muito religiosos, namorava havia pouco tempo. “Não usamos camisinha e ele gozou na minha virilha”, dizia às amigas. Por vários intervalos, as rodinhas só comentavam se era mesmo possível que os espermatozóides encontrassem o óvulo sem penetração. Enquanto a gente só queria saber de festa de debutante e ficantes, ela preparava enxoval de bebê e sentia enjôos. Ela ganhou uma linda garotinha, mas perdeu a adolescência para sempre.

No Brasil, só em 2010, aconteceram 479 mil partos de meninas entre 10 e 19 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e, por incrível que pareça, mostram uma perspectiva positiva. Em 2003, este número era 20% maior. “É uma fase da vida em que o jovem se sente poderoso, como se nada pudesse atingi-lo”, diz o chefe do departamento de ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário. A pesquisa que ele coordenou traz outras informações curiosas:

Quantos parceiros sexuais você já teve?

Até cinco: 39% / De 5 a 10: 29% / De 10 a 20: 16% / De 20 a 30: 11%

A decisão de perder a virgindade:

Foi minha: 79% / Foi por pressão de amigos ou namorado: 21%

Quantas vezes você pratica sexo?

De 3 a 6 vezes por semana: 30% / Não tenho frequência regular: 19% / De 2 a 3 vezes por semana: 16% / Todos os dias: 14% / 3 vezes ao mês: 13% / 2 vezes ao mês: 8%

Você pratica sexo casual ou sexo no primeiro encontro? Responderam que SIM:

Minas Gerais: 28% / Curitiba: 41% / Recife: 46% / São Paulo: 63%

Você usou algum método anticoncepcional durante a primeira relação sexual? Responderam que NÃO:

Curitiba: 53% / MG: 74% / São Paulo: 77% / Recife: 84%

Você perdeu a virgindade antes dos 17 anos? Responderam que SIM:

São Paulo: 14% / Recife: 17% / Curitiba: 28% / Minas Gerais: 48%

Eu já tive essa idade. Sei o que é pressa para experimentar. Que a gente adora correr riscos. Que namorado pressiona para perder a virgindade e botar “só a cabecinha”. Que rola vergonha de comprar camisinha e andar com ela na bolsa. Que nem sempre dá para tirar as dúvidas com a mãe ou com o ginecologista. Mas também sei que um plastiquinho ou uma cartela de pílulas podem salvar o seu futuro. Tanto de uma gravidez não planejada quanto de doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer um pode pegar camisinhas de graça em clínicas públicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem complicação. Ou seja, ENCAPA ESSE PINGUÉ, relaxa e goza!

Na quarta-feira, dia 26, o mundo inteiro comemora o Dia da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O tema deste ano é “Seu futuro. Sua escolha. Sua Contracepção”. Mais informações aqui.

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