Metade da população brasileira considera a vida sexual insatisfatória


As queixas dos brasileiros, entre eles homens e mulheres, são velhas conhecidas e vão desde preliminares fracas a relações rápidas demais. Tudo isso contribui para que a vida sexual a dois seja considerada insatisfatória para 49% dos brasileiros, conforme os resultados divulgados pela Durex Global Sex Survey, pesquisa global que analisou o comportamento sexual em vários países, divulgada nessa terça-feira, 21.

No Brasil, foram entrevistados 1.004 homens e mulheres, entre 18 e 65 anos, sobre diversos pontos relevantes à sexualidade. Os dados, contextualizados pela psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas Carmita Abdo, abordam questões como frequência e duração das relações, preliminares, orgasmo e bem-estar na relação.

“Homens e mulheres sofrem com problemas sexuais, mas se recusam a discuti-los entre si, como um casal, ou com a ajuda de profissionais especializados”, explicou Carmita Abdo. Segundo ela, o fato de a sexualidade ainda ser considerada um tabu por boa parte dos brasileiros é o principal obstáculo para superar queixas recorrentes e prevenir problemas simples, como preliminares sem entusiasmo ou dificuldade de atingir o orgasmo.

Timidez, receio e preguiça
Entre as mulheres, ainda existe o medo em revelar ao parceiro as preferências de carícias e demais atividades sexuais, por isso a dificuldade de atingir o orgasmo feminino durante a relação continua muito comum. Os números provam: 28% das mulheres sentem mais facilidade em atingir o orgasmo por meio da masturbação, sem a ajuda do parceiro.

Do lado deles, a situação insatisfatória não é tão diferente, já que 38% dos homens confessaram que já tiveram problemas de ereção e 16% já sofreram com a perda de libido durante a relação.

Outro ponto importante para a queixa dos brasileiros é sobre as preliminares, fundamentais para que o casal tenha uma relação com mais qualidade e prazer. De acordo com o estudo, 40% dos entrevistados afirmaram ter em média de 6 a 15 minutos de preliminares, enquanto 15% não chegam a fazer as carícias que precedem o sexo – ou as fazem por apenas 5 minutos.

Embora as reclamações já sejam conhecidas pelos especialistas, a pesquisa indicou um fenômeno novo em relação à vontade realizar sexualmente o parceiro. “Dentre os entrevistados, observamos que 7 em cada 10 homens têm na relação sexual o objetivo de satisfazer plenamente a parceira. Isso é uma quebra de paradigma, porque agora o prazer da mulher realmente é realmente importante para os homens”, afirma Carmita Abdo. Para as mulheres, vale a mesma regra: 58% delas acreditam que são responsáveis pela satisfação dos parceiros.

Uma vez que já existe a predisposição em querer satisfazer o outro, falta superar o receio em compartilhar os desejos sexuais, com cumplicidade e empenho. Sexo é uma via de mão dupla e cabe ao casal trabalhar em conjunto para o prazer mútuo.

Certo ou errado, transar faz bem à saúde
Outro dado que reforça o caráter de tabu que é atribuído ao sexo pela sociedade diz respeito à opinião dos brasileiros sobre como termina a primeira noite de encontro. Para 39% das mulheres, ainda é errado transar na primeira noite, enquanto 58% dos homens concordam com esse desfecho. “Embora eles concordem, ainda existe a ideia de que o sexo no primeiro encontro acontece com mulheres com quem não se planeja um relacionamento a longo prazo, ou seja, como algo de uma noite só”, pondera Carmita Abdo.

Certo ou errado, no primeiro ou décimo encontro, não importa: sexo está ligado a uma melhor qualidade de vida e a maioria dos entrevistados não duvida disso. Segundo as respostas, 63% dos homens e 72% das mulheres acreditam que a relação melhora o humor e mantém o casal mais conectado e feliz.

Fonte: IG

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