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PESSOAS SE CASAM MENOS PORQUE HÁ PORNÔ DE GRAÇA NA INTERNET, DIZ ESTUDO

O aumento da pornografia gratuita é responsável pela diminuição do número de casamentos, de acordo com pesquisadores do Instituto Alemão para o Estudo do Trabalho.

Os cientistas estudaram as tendências nos números de casamentos e na proliferação de filmes pornô e concluíram que o aumento da disponibilidade e o custo reduzido da pornografia na internet tiveram um efeito “casual”, fazendo com que as pessoas optassem por não subir ao altar.

“Tradicionalmente, uma das razões para se casar é satisfação sexual. Mas conforme as opções de satisfação sexual fora do casamento cresceram, a necessidade de se casar para atender a essa necessidade está diminuindo”, concluíram os pesquisadores, que perceberam uma rápida ascensão da pornografia na internet no mesmo período em que o casamento perdeu popularidade.

A internet não apenas barateou a pornografia, como o custo social de consumi-la, defende ainda o estudo. Isso porque as pessoas teriam menos chances de serem “estigmatizadas” por acessar um website, com privacidade, do que comprando revistas em uma loja.

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A pesquisa também descobriu que consumidores de pornografia, em geral, frequentam menos a igreja e têm mais chances de trair o parceiro, ou de pagar por sexo. Um estudo anterior também havia identificado que o aumento na pornografia pode ser associado com o declínio nas ocorrências de estupro.

Por: Testosterona

Testosterona nelas: gel promete recuperar a libido feminina

Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Leia também:

Fogo precisa de ar – ou por que vocês não transam mais

• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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Por que Toda Sua é melhor que 50 Tons de Cinza


Discípulo de “Cinquenta Tons de Cinza”, o livro de Sylvia Day é uma paródia melhor escrita

Folheei com preguiça as primeiras páginas de Toda Sua, o primeiro volume da trilogia Crossfire, escrito por Sylvia Day. Poucas semanas antes do lançamento no Brasil, a prova do livro chegou à redação. Os direitos foram comprados pela editora Paralela, braço popular da Companhia das Letras. Sim, Toda Sua é mais um título que surfa na onda do pornô pop para mulheres, graças ao sucesso de Cinquenta Tons de Cinza.

O que me fez bocejar logo de cara foi reconhecer a mesma fórmula de E. L. James: uma jovem-atraente-indefesa esbarra com um bonitão-poderoso-controlador, os dois surtam de tesão e negociam o sexo para transar como se não houvesse amanhã. A diferença é que, literariamente, Sylvia Day supera James – não que isso seja um graaaande desafio.

Na terça-feira passada, debati sobre o assunto com o psicanalista Contardo Calligaris em uma confraria para livreiros de São Paulo. Para ele, as mulheres estão consumindo avidamente esse gênero porque, mais que pornografia, esses livros trazem histórias de amor. Contardo escreveu sobre isso em duas colunas para a Folha: aqui e aqui.

Ao lado do psicanalista Contardo Calligaris, em uma confraria sobre a onda do pornô para mulheres

Na trama de Toda Sua, Eva Tramell é uma publicitária de 24 anos, sexualmente abusada pelo ex-enteado da mãe. Ela mora em Manhattan com Cary, um ex-viciado em drogas e bissexual de quem se tornou amiga durante a terapia em grupo. Antes de começar no novo emprego, Eva visita o prédio onde fica a agência e encontra o poderoso Gideon Cross. Surge, imediatamente, um desejo irrefreável de ambas as partes. Moreno atlético e elegante, Cross é um dos homens mais ricos da cidade e comanda um conglomerado de empresas (que inclui academia, hotel, o prédio corporativo e até o residencial de Eva). Ele pergunta, na lata, o que precisa fazer para comê-la. Eva se sente ofendida e recusa ser mais uma “aquisição” de Cross. Controlador e autoritário, ele não desiste até levá-la para a cama. O intenso sexo casual desperta sentimentos e conflitos inesperados entre os dois.

Como já escrevi, tanto Cinquenta Tons de Cinza quanto Toda Sua são leituras de entretenimento. Se você não esperar das autoras um texto primoroso e puder relevar os clichês tão execrados pelas feministas, dá para se divertir. Como é impossível não comparar os dois livros, aqui estão quatro motivos que me fizeram preferir Sylvia Day a Erika L. James:

1. Toda Sua é descaradamente uma paródia de Cinquenta Tons de Cinza. Sylvia Day até cita James nos agradecimentos pela inspiração. Os protagonistas, por exemplo, seguem quase a mesma cartilha. Mas é uma cópia melhor escrita que o original.

2. Ao contrário de Anastasia, a virgem indefesa de 21 anos que nunca sequer se masturbou em Cinquenta Tons de Cinza, Eva não tem essa ingenuidade. Ela é mais provocante, esperta e decidida. E tem até um vibrador em casa…

3. As cenas de sexo não demoram cem páginas para acontecer. Tudo bem que a gente gosta de contexto e preliminares, mas calma lá, né? Mesmo sem o recurso do fetiche sadomasoquista (pelo menos no primeiro volume da trilogia), a autora descreve cenas tórridas em um sexo convencional.

4. Interjeições e adjetivos menos bobos que os de Anastasia, como o artificial “uau”. Eva prefere expressões cruas e mais verossímeis. Nem os palavrões foram poupados na tradução. E, ufa, ela não conversa com sua “deusa interior”.

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Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

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• Mais uma palavras sobre o polêmico pornô Cinquenta Tons de Cinza

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

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Por que Toda Sua é melhor que 50 Tons de Cinza


Discípulo de “Cinquenta Tons de Cinza”, o livro de Sylvia Day é uma paródia melhor escrita

Folheei com preguiça as primeiras páginas de Toda Sua, o primeiro volume da trilogia Crossfire, escrito por Sylvia Day. Poucas semanas antes do lançamento no Brasil, a prova do livro chegou à redação. Os direitos foram comprados pela editora Paralela, braço popular da Companhia das Letras. Sim, Toda Sua é mais um título que surfa na onda do pornô pop para mulheres, graças ao sucesso de Cinquenta Tons de Cinza.

O que me fez bocejar logo de cara foi reconhecer a mesma fórmula de E. L. James: uma jovem-atraente-indefesa esbarra com um bonitão-poderoso-controlador, os dois surtam de tesão e negociam o sexo para transar como se não houvesse amanhã. A diferença é que, literariamente, Sylvia Day supera James – não que isso seja um graaaande desafio.

Na terça-feira passada, debati sobre o assunto com o psicanalista Contardo Calligaris em uma confraria para livreiros de São Paulo. Para ele, as mulheres estão consumindo avidamente esse gênero porque, mais que pornografia, esses livros trazem histórias de amor. Contardo escreveu sobre isso em duas colunas para a Folha: aqui e aqui.

Ao lado do psicanalista Contardo Calligaris, em uma confraria sobre a onda do pornô para mulheres

Na trama de Toda Sua, Eva Tramell é uma publicitária de 24 anos, sexualmente abusada pelo ex-enteado da mãe. Ela mora em Manhattan com Cary, um ex-viciado em drogas e bissexual de quem se tornou amiga durante a terapia em grupo. Antes de começar no novo emprego, Eva visita o prédio onde fica a agência e encontra o poderoso Gideon Cross. Surge, imediatamente, um desejo irrefreável de ambas as partes. Moreno atlético e elegante, Cross é um dos homens mais ricos da cidade e comanda um conglomerado de empresas (que inclui academia, hotel, o prédio corporativo e até o residencial de Eva). Ele pergunta, na lata, o que precisa fazer para comê-la. Eva se sente ofendida e recusa ser mais uma “aquisição” de Cross. Controlador e autoritário, ele não desiste até levá-la para a cama. O intenso sexo casual desperta sentimentos e conflitos inesperados entre os dois.

Como já escrevi, tanto Cinquenta Tons de Cinza quanto Toda Sua são leituras de entretenimento. Se você não esperar das autoras um texto primoroso e puder relevar os clichês tão execrados pelas feministas, dá para se divertir. Como é impossível não comparar os dois livros, aqui estão quatro motivos que me fizeram preferir Sylvia Day a Erika L. James:

1. Toda Sua é descaradamente uma paródia de Cinquenta Tons de Cinza. Sylvia Day até cita James nos agradecimentos pela inspiração. Os protagonistas, por exemplo, seguem quase a mesma cartilha. Mas é uma cópia melhor escrita que o original.

2. Ao contrário de Anastasia, a virgem indefesa de 21 anos que nunca sequer se masturbou em Cinquenta Tons de Cinza, Eva não tem essa ingenuidade. Ela é mais provocante, esperta e decidida. E tem até um vibrador em casa…

3. As cenas de sexo não demoram cem páginas para acontecer. Tudo bem que a gente gosta de contexto e preliminares, mas calma lá, né? Mesmo sem o recurso do fetiche sadomasoquista (pelo menos no primeiro volume da trilogia), a autora descreve cenas tórridas em um sexo convencional.

4. Interjeições e adjetivos menos bobos que os de Anastasia, como o artificial “uau”. Eva prefere expressões cruas e mais verossímeis. Nem os palavrões foram poupados na tradução. E, ufa, ela não conversa com sua “deusa interior”.

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