Swing: o que acham?

Depois de ficar bastante tempo pensando sobre o que escrever neste post de sexxxta, me veio uma ideia fulminante, mas que também precisou de algumas horas de reflexão e pensamento. Escrever sobre a prática de swing (afinal, são nos finais de semana que as coisas realmente esquentam).

Para quem não sabe (o que acho bem difícil) o swing é a prática que consiste em realizar sexo entre casais. Dois homens, duas mulheres, tudo liberado, simples assim. Dito isso, a prática pode se desdobrar em:

MFFM: swing entre mulheres bissexuais e homens heterossexuais
MFMF: swing entre mulheres e homens heterossexuais
FMMF: swing entre mulheres heterossexuais e homens bissexuais
MMFF: swing entre mulheres e homens bissexuais

Obs: Por mais que swing tradicional envolva a troca de casais, já existem correntes que aceitam no swing a figura do single. É aquela figura sozinha que o casal adiciona na relação sexual.

Porém, por mais que existe, a modalidade do homem ser bissexual não é algo tão difundido. Mesmo em um meio tão liberal, ainda existe muito preconceito. O homem não pode perder a virilidade nunca, mesmo sendo em uma casa de swing e mesmo tendo muita curiosidade de saber como é transar com outro cara. Acharem que ele é gay, então, nem pensar! Homens, não sejam tão preconceituosos. Experimentem um fio terra, nem precisa ser com sua parceira, pode ser só você, sozinho, na calada da noite. Isso não vai te fazer menos homem!

Mas, voltando a prática do swing. Por mais que seja um ambiente liberal, não quer dizer que não exista regras. Já frequentei muitas festas e casas de swing e o que posso dizer é que a palavra de ordem é respeito. Você não é obrigado a fazer nada que não queira. Tanto que dentro da casa existem diferentes tipos de casais:

Os voyeurs: os casais que vão só para assistir. Ficam lá, vendo de tudo e depois vão para o quartinho privativo colocar o que viram em prática.
Os swingueiros: os casais que vão para a casa com o intuito de praticar o swing e o fazem.
A galera do ménage: tem homem que morre de curiosidade de ver a mulher sendo penetrada por outro cara e só ficar vendo, ou participar de fato ou de trazer outra mulher para a transa, mas só um pau na festa.
Os exibicionistas: são destes que os voyeurs gostam. Transam no meio da galera para todos assistirem (e, quem sabe, conseguem participar da transa e virar um exibicionista).

Agora, uma dúvida que sempre rola: como é uma casa de swing?

Bem, todas as que eu frequentei eram bem parecidas. Elas normalmente são divididas em duas partes, a boate e o “espaço íntimo”, onde a festa realmente ocorre.

A boate: não tem quase nada de diferente de uma boate normal. Música, bebida, comida e pessoas se olhando. O intuito é quebrar o gelo, para os casais irem se conhecendo e vendo quem é quem. Algumas casas de swing incluem coisas à mais na parte da boate. Para fazer o pessoal entrar no clima, algumas contam com espaço para striptease, onde as mulheres mais safadinhas podem começar a brincadeira de provocar e se exibir. Ou, casais também podem fazer uma performance de striptease juntos…
Algumas casas mais modernas também incluem chuveiros, para performances com água.
Espaço íntimo: varia de casa para casa. Mas o essencial é ter camão e darkroom. Também é possível encontrar:

=> camão ou tatame: cama enorme na qual vários casais praticam sexo simultaneamente. Ao seu redor, é comum a presença de vários casais assistindo e estimulando os demais participantes
=> darkroom: ambientes sem iluminação, completamente escuro, com poltronas ou sofás nos quais os casais trocam carícias ou mesmo relacionam-se sexualmente. O estímulo desejado é mais auditivo que visual, e permite grande privacidade aquário: quartos com paredes de vidro nos quais os casais se relacionam a portas fechadas enquanto do lado de fora outros assistem
=> confessionário: salas com camas ou poltronas individuais, separadas do ambiente externo por treliça. Permitem a quem está de fora assistir a relação sexual
=> labirinto: sala com pouca iluminação, estruturada na forma de labirinto, cujo objetivo é encontrar a saída. No trajeto, os casais trocam carícias e encontram pequenas surpresas, como confessionários, espalhados pelo ambiente.
=> cadeira erótica: cadeira especialmente projetada para facilitar grande número de posições sexuais (descrições retiradas daqui)

Ficou com vontade de ir e conhecer, mas é solteiro? Bem, para quem é do Rio, existe uma casa de festas, a Clube Mix, que realiza em quase todos dias da semana festas temáticas liberais – tanto para casais quanto para solteiros. É um lugar bem interessante para quem quer conhecer e ver como é o clima de festas mais liberais, além de ser uma das únicas que eu conheço que aceita solteiros.
Para quem quer ter uma clássica experiência nesta matéria, o lugar que eu mais recomendo é o 2A2. É um dos clubes de swing mais tradicionais do Rio, e, o melhor, na quinta é permitido a entrada de solteiros.

Se você não quer chegar sozinho, uma dica e algo que eu vejo acontecer sempre. Muitos homens contratam garotas de programa para irem com eles. Assim você não entra sozinho e é mais fácil de conseguir um casal para fazer swing (solteiro você precisa ter paciência para encontrar quem queira fazer um ménage).

E por último, para quem ainda não tem coragem de ir para uma casa assim, sempre existe a alternativa de começar tudo pela internet. Para mim, o melhor site sobre swing é o Swing Online. Se não é o maior, é um dos maiores portais sobre o tema do Brasil. Claro, existem outros muitos sites que tratam sobre isso e que podem originar encontros sensacionais…com um pouco de paciência e uma pequena busca online, não é nem um pouco difícil de achar.

O que mais posso dizer é: se você namora alguém liberal ou está solteiro, não deixe de ir em uma casa destas. É uma experiência bem interessante, única e vicia muito rs. Aproveite que hoje é sexta e tem muitos outros casais querendo uma experiência assim…

Beijinhos e excelente sexxxta para todos!

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