Te conto um conto: Colecionadora de fodas

Julia era comissária de bordo. Vivia no aeroporto, em hotéis ou no ar. Quando ficava em casa, gostava de dedicar-se à vida em família. Cozinhava, cuidava do jardim e de seu cachorro. Cuidava também de seu marido, que sempre esperava pacientemente pela volta de sua mulher para casa. Tinham uma relação bacana, eram bons companheiros, felizes na cama, na mesa, na praia, no bar. Eram um casal feliz.

Mas Julia guardava um segredo na sua valise de viagem. Tinha uma queda irresistível por transar em pleno vôo. Já tinha feito isso com o marido, mas o que lhe atraía de verdade era caçar dentro do avião o homem que levaria para a cabine da chefe dos comissários. Assim ela colecionava uma longa lista de homens que ela guardava em pequenos pedaços de papel dentro de um cofre de porcelana na sua mesa de cabeceira. A cada viagem, ela chegava em casa, escrevia o nome de seu último amante, e uma sucinta descrição dele: Paulo Roberto, cheiro de sândalo, pau grosso. Nicola, italiano, brocha. Luís Gustavo, bunda gostosa, língua nervosa. E assim, o cofrinho ficava cada dia mais cheio de deliciosos segredos colecionáveis.
Na manhã de quinta-feira, Julia acordou, tomou uma ducha e deitou-se ainda molhada sobre o corpo do marido na cama. Abraçado a ela, ele sentiu seu perfume de alfazema e deslizou os braços por suas costas, apertou sua bunda e suas coxas e enfiou as mãos entre as pernas, sentindo mais temperatura e ainda mais umidade. Ela procurou a boca dele e enfiou sua língua num beijo profundo e cheio de tesão. “Julia, querida, quanto fogo. Senta aqui gostosa!”. Ajeitou-se encostado na cabeceira da cama para que ela se encaixasse sobre ele. Então Julia despediu-se do marido ‘comme il faut’. Sentada sobre ele, rebolava e deslizava em movimentos que levaram ambos a um orgasmo intenso. Cúmplices, se abraçaram e esperaram até que os corações acelerados de ambos se aquietassem. Julia viajaria naquele dia e voltaria dentro de três dias.

O vôo de Julia era internacional. Saia de Guarulhos com destino a Madri. Ela coordenou o embarque da classe executiva, que estava lotada. Era uma prática dela já ficar de olho nos passageiros para ver se havia alguma possibilidade de satisfazer sua fantasia. Aquele era um dia de sorte. Haviam várias possibilidades. Julia era uma mulher sensual e sabia atrair o olhar masculino. Um dos passageiros, espanhol, não tirava os olhos de Julia. Ela dava a ele os sinais para continuar olhando, com os olhos, com o corpo.
Depois do jantar, no escuro da cabine, os passageiros se preparavam para dormir. Alguns já tinham caído no sono e Julia ainda transitava pelo corredor da executiva, de olho no Señor Hernandez. Señor Hernandez de olho em Julia. A cada passagem, ela se esbarrava nele, que percebeu o jogo. De repente, ela caiu no colo dele. “Me desculpe, senhor!”. Ele segurou seus quadris e respondeu que não tinha problema olhando profundamente em seus olhos. Julia seguiu pelo corredor para a cabine da chefe das comissárias. Antes de fechar a cortina, ela olho para ele, que entendeu perfeitamente o recado, levantou-se e seguiu em sua direção. Entre a executiva e a primeira classe ficava a cabine de Julia.

Já era madrugada e os passageiros dormiam. Os corredores estavam escuros e o silêncio era absoluto no corredor. Julia estava de costas, mas não foi surpreendida por um abraço forte e masculino. Sentiu a respiração de Hernandez em sua nuca. Ele afastou seus cabelos e mordeu seu pescoço enquanto percorria seu corpo com as mãos. Agarrava seus seios e apertava sua cintura e coxas. Passou as mãos por debaixo de sua saia e enfiou os dedos por dentro da calcinha de Julia sentindo toda a umidade de seu sexo. Ela virou-se e agarrada ao corpo de Hernandez com a perna, alcançou a porta de correr que dava acesso ao corredor da executiva para fechá-la. Podia sentir o volume de seu pau duro encostando em seu corpo. Ele já havia desabotoado sua camisa e encostava seu peito nos seios de Julia sentindo seus mamilos entumescidos por baixo do sutiã de delicada renda.
Ela estava encostada numa pequena bancada, onde pode apoiar os quadris, e ele a segurava com o próprio corpo musculoso, forte e moreno enquanto falava sujeirinhas deliciosas em espanhol no seu ouvido. O pau duro de Hernandez procurava por espaço entre as coxas de Julia.

Hernandez puxou sua calcinha para o lado com uma das mãos e enfiou os dedos massageando suavemente o caminho que estava abrindo para penetrar aquela comissária safada e sensual. Jamais pensou que um vôo internacional pudesse ser tão quente. Agarrado aos quadris de Julia, mergulhou profundamente em seu sexo e o gemido de Julia quebrou o silêncio que reinava no ambiente. Logo outros sons encheram o espaço e os dois estavam entregues a uma onda de calor e prazer cada vez mais intensa. A sensação de foder em pleno vôo, correndo o risco de ser surpreendida por alguém, tinha um poder mágico sobre Julia.
Ela estava totalmente entorpecida e tinha pequenos orgasmos repetidos a cada estocada de Hernandez. Ele, também provocado pelo perigo e sabendo que estava provocando tanto tesão naquela mulher, se sentia cada vez mais poderoso e dedicava-se a penetrá-la com requinte artístico, observando os movimentos que mais tocavam seus sininhos de prazer. “Foda boa!”, sussurrou Julia no ouvido dele. Sua língua entrou em seguida levantando todos os pelos do corpo daquele macho. “De puta madre”, respondeu ele, enfiando uma das mãos por dentro da blusa de Julia para apertar seus mamilos. Neste momento ela atingiu seu orgasmo mais intenso, apertando o corpo dele com a perna, as mãos e boca. Ele sentiu-se liberado para gozar também. Afastou-se dela, segurando-a pela cintura e olhando bem nos olhos de Julia. “De puta madre!”, repetiu enquanto sentia toda a energia do orgasmo que percorria seu corpo da cabeça aos pés e amolecia suas pernas.

De pé, os dois ajeitaram suas roupas. Ele seguiu para o banheiro e ela abriu as portas da cabine. Alcançou um bloco de anotações dentro de uma pequena gaveta e escreveu: “Señor Hernandez. De puta madre. Macho digno de repetição”. Desenhou três estrelas depois da descrição que havia feito de sua presa mais recente. Guardou o papelzinho e foi tratar de se recompor, afinal, estava em pleno vôo coordenando a tripulação.
Pela manhã, serviu o breakfast aos passageiros e na bandeja do Señor Hernandez deixou seu cartão de visitas. No verso, uma mensagem: “Em solo ou nas alturas, quero te foder de novo…”. Ele olhou para ela, que lhe servia café e leite quente, e sorriu guardando o cartão no bolso interno de seu blazer. Era o primeiro espanhol de sua coleção. E ele entrara direto para a prateleira dos favoritos.

 

créditos: Sex Outlet em Ciça Carvello

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